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APLICAÇÃO DE MEDICAMENTOS DE USO VETERINÁRIO

Por Renata Canales | Às 27/03 às 10:37
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Noxon Saúde Animal, Cravinhos-SP

Dra. Daniela Miyasaka S. Cassol, Médica Veterinária

Gerente Técnica Saúde Animal / PDI

Para assegurar a saúde e o bem-estar dos animais, as boas práticas de aplicação de medicamentos de uso veterinário são fundamentais. A dose de cada fármaco varia de acordo com o peso do animal, portanto a pesagem representa uma importante medida para garantir o sucesso dos protocolos terapêuticos. As principais vias de administração são: oral, parenteral (via subcutânea, intramuscular, intravenosa e intraperitoneal) e tópica (pulverização, spot-on, pour-on).


A via oral (PO) é muito utilizada para administração de anti-helmínticos (vermífugos) para ovinos, caprinos e pets. Geralmente são utilizadas pistolas dosadoras de metal, que permitem a correta calibração do volume a ser administrado, ou seringas plásticas graduadas descartáveis. A palatabilidade do medicamento por esta via de administração facilita a ingestão. Na administração parenteral, a via subcutânea (SC) consiste na deposição de um medicamento entre a pele e o tecido muscular subjacente. Em grandes animais, geralmente é aplicada na tábua do pescoço ou subescapular (pele mais solta). Já a intramuscular (IM) compreende na aplicação do medicamento no músculo.Os medicamentos intravenosos (IV) podem ser administrados em veias superficiais como a jugular (pescoço) e é vantajoso em comparação às outras vias, pois o início do efeito terapêutico é imediato. Estes medicamentos podem também ser administrados diluídos no soro. Na intraperitoneal (IP), a aplicação é realizada dentro do peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal. Na via tópica, o fármaco é administrado sobre a pele (pulverização, spot-on, pour-on).

A produção de medicamentos veterinários deve atender aos padrões de BPF (Boas Práticas de Fabricação). Algumas medidas devem ser respeitadas nos protocolos terapêuticos, tais como: não utilizar medicamentos fora do prazo de validade eusar seringas e agulhas descartáveis para a aplicação de antibióticos, anti- inflamatórios, vermífugos, vacinas, entre outros. Caso a seringa/agulha seja de metal, deve-se proceder adequada esterilização.

Para rebanhos, recomenda-se a troca de agulha a cada 10 animais tratados e também o descarte de agulhas que estejam em más condições, ou seja, tortas, sem fio e/ou enferrujadas. O local de aplicação dos produtos deve ser higienizado com a utilização de algodão ou gaze embebidos em soluções antissépticas. Tratamentos que envolvam muitos animais devem ser realizados nas horas mais frescas do dia (início da manhã ou final da tarde) para a diminuição do estresse. Aplicações erradas podem causar edemas, abscessos e até lesão de nervos no local de aplicação, levando à dor, queda no consumo de alimento e queda do ganho de peso. Armazenagem correta de produtos de uso veterinário, higienização do local de aplicação, troca de agulhas, aplicação de medicamentos na dosagem correta (após o correto diagnóstico), entre outras medidas, são fatores importantes para o controle sanitário do rebanho. A sanidade é um dos pilares da produtividade no campo. Sempre consultar o médico veterinário, seguir as orientações descritas nas bulas e todo medicamento deve ser utilizado de maneira racional, em que haja a real necessidade.

Fonte: Renata Canales, Noxon.

 

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