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Mastite Ambiental.

Por J.A Saúde Animal e Leiteonline.com | Às 07/03 às 08:19

Autor: M.V Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal

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A mastite é definida como a inflamação da glândula mamária e representa um fator de grande impacto na produção leiteira em todo o país (PRESTES et al., 2003). Além do notável prejuízo devido a redução da produção leiteira, há também perdas relacionados a custos de tratamento dos casos clínicos, descarte e morte prematura dos animais, somados aos prejuízos da indústria por redução na qualidade e rendimento na fabricação de derivados (BUENO et al., 2002).

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Essa enfermidade pode ser classificada, conforme a sua manifestação, subclínica ou clínica, ou conforme a origem do patógeno, sendo dividida em contagiosa ou ambiental (PRESTES et al., 2003). Os patógenos contagiosos são aqueles adaptados à sobrevivência no interior da glândula mamária, já os ambientais são aqueles invasores oportunistas do úbere, geralmente presentes no ambiente, não tão adaptados a sobreviver no seu interior (WATTS, 1988). Dentre os patógenos ambientais, destacam-se a Escherichia coli e o Streptococcus uberis (MENDONÇA et al.,1999).

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Nas mastites ambientais são muito mais comuns as formas clínicas da doença, que ao contrário da subclínica, são marcadas por reações inflamatórias mais severas, que resultam em mudanças no aspecto da secreção láctea manifestada por grumos no leite, mudanças visíveis no tecido mamário e, em alguns casos, efeitos sistêmicos como febre, prostração e tremores musculares (PRESTES et al., 2003).

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O diagnóstico é muito importante. Além da visualização dos sinais clínicos evidentes no animal, é relevante realizar periodicamente o teste da caneca de fundo escuro, no qual é analisado a presença de grumos nos primeiros jatos do leite. Este teste permite o diagnóstico da mastite clínica e diminui o índice de contaminação do leite (MÜLLER, 2002);

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Nessa patologia a prevenção é essencial, principalmente quanto a higiene da propriedade e administração de alimento aos animais após a ordenha. Essa ação permite que o esfíncter do teto do animal, que demora por volta de 40 min para se fechar após a ordenha, se feche durante a alimentação impedindo com que a vaca deite no pasto com o esfíncter aberto e haja a entrada de patógenos na glândula mamária.  

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Existe também um plano de controle de mastites (ambiental e contagiosa) muito interessante denominado Five Point Plain. Esse plano é baseado em cinco pontos, sendo eles o uso da desinfecção do teto após a ordenha, adoção da terapia da vaca seca em todo o rebanho, rápida identificação e tratamento das mastites clínicas, descarte das vacas cronicamente afetadas e manutenção regular do equipamento de ordenha BRADLEY (2002).

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Mesmo sabendo da importância da prevenção, somente ela não irá prevenir todos os casos de mastite ambiental na propriedade. Um tratamento eficaz é primordial para a resolução da enfermidade e muitas vezes essencial para resguardar a vida do animal em casos mais graves. A sugestão da J.A para a resolução de casos agudos de mastite ambiental é o uso de Gentopen associado ao intramamário Mastclin. Gentopen é um antimicrobiano a base de Gentamicina e Penicilina Potássica, sendo a única penicilina intravenosa do mercado, agindo imediatamente na resolução do prejuízo sistêmico da mastite. Associado ao Gentopen, indicamos um medicamento com ação local, o Mastclin, antimicrobiano intramamário de amplo espectro a base de Cefoperazone.

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Autor: M.V Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal

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Referências:

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BUENO, V. F. F.; NICOLAU, E. S.; MESQUITA, A. J.; RIBEIRO, A. R.; SILVA, J. A. B.; COSTA, E. O.; COELHO, K. O.; NEVES, R. B. S. Mastite bovina clínica e subclínica, na região de Pirassununga, SP: frequências e redução na produção. Ciência Animal Brasileira, v. 3, n. 2, p. 47-52, 2002.

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MÜLLER, E.E. Qualidade do leite, células somáticas e prevenção da mastite. In: SANTOS, G.T.; JOBIM, C.C.; DAMASCENO, J.C. Sul-Leite: Simpósio sobre sustentabilidade de pecuária leiteira na região sul do Brasil, Anais... Maringá: UEM/CCA/DZO- NUPEL, p. 206 – 217, 2002.

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PRESTES, D. S.; FILAPPI, A.; CECIM, M. Susceptibilidade à mastite: fatores que a influenciam – uma revisão. Revista da Faculdade de Zootecnia, Veterinária e Agronomia, v. 9, n. 1, p. 48-59, 2003.

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WATTS, J. L. Etiological agents of bovine mastitis. Veterinary Microbiology, v. 16, p. 41-66, 1988.

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